Domingo, 22 de Maio de 2005

OS HUNOS, por Sérgio Silva, José Neto, Gonçalo Melo, João Ventura e Sérgio Campos

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Os hunos eram um povo bárbaro mais violento e ávido por guerras e pilhagens. Eram nómadas, não tinham habitação fixa, viviam a percorrer campos e florestas e eram excelentes criadores de cavalos. Como não construíam casas, viviam nas suas carroças e também em barracas que armavam nos caminhos que percorriam. A principal fonte de renda dos hunos era a prática do saque aos povos dominados. Quando chegavam a uma região, espalhavam o medo, pois eram extremamente violentos e cruéis com os inimigos. O principal líder deste povo foi Átila, o líder huno responsável por diversas conquistas em guerras e batalhas.
Desde de que os primeiros cavalos bastante fortes para serem montados foram criados, a história da Ásia e da Europa foi interrompida, periodicamente, por conquistadores bárbaros, cavalgando pela planície e criando impérios. A vida na Estepe da Ásia Central era extremamente dura; homens e mulheres dependiam dos seus rebanhos e do comércio com as nações civilizadas à sua volta; as temperaturas no Inverno desciam a -40 ºC, e a água era um recurso precioso. Simplesmente sobreviver nesse ambiente era um grande feito. Dois dos maiores conquistadores bárbaros eram portadores de deficiências. O primeiro deles, Átila o Huno, que era anão, foi considerado um dos responsáveis pela queda do Império Romano. As tribos germânicas que conquistaram grandes porções do Império estavam na verdade fugindo de Átila, conhecido como o Flagelo de Deus. Muito pouco se sabe da vida de Átila antes dele, por volta de 433 e com mais ou menos 25 anos, subir ao trono de rei dos Hunos, juntamente com seu irmão Bleda, a quem assassinou em 445. Segundo a lenda, Átila teria morto o seu primeiro inimigo aos seis anos de idade e carregava a espada do deus da guerra. Tinha, segundo os cronistas, 1,20 metro e altura. Em 447, Átila invadiu o Império Romano, derrotando todos os exércitos romanos e só deixando de conquistar Constantinopla graças às muralhas da cidade.
O imperador passa a pagar um imposto de 900 quilos de ouro anual aos hunos. Em 450, o novo imperador recusa-se a pagar o tributo. Ao invés de invadir o Império do Oriente, Átila invade o lado ocidental do Império; não apenas era este mais fraco, mas ele tinha uma desculpa: a irmã do imperador, Honória, havia sido aprisionada, suspeita de traição. Da prisão, ela enviou o seu anel a Átila, pedindo-lhe que servisse de campeão. Átila declarou que considerava o gesto uma oferta de casamento e pediu metade do Império como dote. Em 451, junto com Gaiserico, rei dos vândalos, invade o império com um exército com, segundo os cronistas da época, 600.000 homens. (O número real provável, segundo historiadores modernos, estava mais próximo de 150.000, ainda enorme para os padrões do século V.). Na batalha de Châlons, Átila é derrotado pelo general romano Aécio, mas este não tem tropas que bastassem para impedir que o exército huno atravesse o Danúbio de volta, mais ou menos intacto. No ano seguinte, Átila invadiu novamente o Império, sem que desta vez nenhum exército se opusesse a ele. Às portas de Roma, volta, sem que até hoje se saiba exatamente por quê. Dois anos depois, Átila morreu de um derrame. Quando a notícia chegou a Roma e Constantinopla, missas foram rezadas em todas as Igrejas agradecendo a Deus. Novecentos anos depois, as armas de fogo assinalavam o começo do fim dos cavaleiros nómadas. Com elas, a civilização finalmente dominaria todos os povos da Estepe.
publicado por António Luís Catarino às 17:13
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1 comentário:
De Anónimo a 29 de Maio de 2005 às 00:52
Caro Sérgio e companheiros: o vosso trabalho aqui no blogue do 7ºA, faz de vocês um grupo de alunos dos mais versáteis e mais sérios. Ou estou enganado ou, em tudo o que se metem, fazem com seriedade e com rigor. Continuem, então.Prof. Luís Catarino
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