Terça-feira, 31 de Maio de 2005

O TERRAMOTO DE 1755, por Isabel Azevedo

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A RECONSTRUÇAO DE LISBOA
– a Baixa Pombalina –

No dia 1 de Novembro de 1755, dia de Todos os Santos, todas as igrejas de Lisboa estavam repletas de homens e mulheres que assistiam à missa, enquanto a familia real tinha partido para a sua Quinta de Belém. Como era dia de guarda (como se chamava aos feriados religiosos), havia muitas velas acesas nas casas e nos altares das igrejas. Além disso, o dia estava muito frio, o que fez com que as pessoas tivessem deixado as lareiras acesas em casa.
De manhã, pelas 9h30min., Lisboa encontrou-se em pleno pânico, porque um violento terramoto abalara a cidade. No solo abriram-se fendas, caíndo casas que mataram e feriram mulheres e homens que não conseguiram escapar. Dentro das igrejas quase todos morreram e lá ficaram soterrados.
No centro da cidade, que era a parte mais povoada, começaram a aparecer chamas por todo o lado, alastrando para outras zonas de Lisboa. Nas noites de 1 e 2 de Novembro, não cessaram os abalos. Os prejuizos foram calculados em muitas centenas de milhões de cruzados.
Os ladrões aproveitaram o pânico das pessoas para roubarem tudo o que encontravam de valioso, mas a 4 de Novembro foi decretado que todos os indivíduos que fossem apanhados a roubar seriam logo condenados à morte e executados no mesmo dia por mouros das galés, nas forcas. Também as águas do rio Tejo avançaram para a cidade e com isso sucedeu um maremoto que invadiu a cidade de ondas gigantescas fazendo com que os barcos que estavam no rio começassem a rodopiar e a afundar-se a pique. Muitos edificios públicos, como por exemplo a Casa da India, ficaram em ruínas. O terramoto demorou cerca de 7min.e morreram mais de 10 000 pessoas. Depois do terramoto ter passado, uma imensa e espessa nuvem de pó levantou--se do solo e cobriu as ruínas, arrastada pelo vento de nordeste. Milhares de pessoas procuraram desesperadamente um meio para se salvarem dos desmoronamentos, fugindo, com o que podiam transportar dos seus haveres, para o Terreiro do Paço.
O primeiro ministro, Marquês de Pombal, teve que tomar várias medidas. Mandou:
- Enterrar os mortos e socorrer os feridos;
- Policiar as ruas e os edificios mais importantes para evitar os roubos;
- Desenvolver um plano de reconstruçao, orientado pelo arquitecto Eugénio dos Santos e o engenheiro Manuel da Maia.
A partir deste plano nasceu uma nova Lisboa chamada: a Lisboa Pombalina.
As ruas tomaram os nomes de acordo com o comércio que por elas era distribuído. As novas ruas da Baixa lisboeta passaram a ser perpendiculares umas às outras, muito largas com traçados geométricos e tinham passeios calcetados. As casas eram todas da mesma altura. Elaborou-se uma rede geral de esgotos.
No local do antigo Terreiro do Paço construiu-se a Praça do Comércio em homenagem aos comerciantes, que investiram dinheiro para ajudarem na reconstrução de Lisboa.

BIBLIOGRAFIA:
• História Elementar e Cronológica de Portugal.
• História e Geografia de Portugal, 2º volume - 5ºano.
• História e Geografia de Portugal, 1º volume - 6ºano.
• Internet
publicado por António Luís Catarino às 20:37
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1 comentário:
De Anónimo a 31 de Maio de 2005 às 20:38
Isabel: não te admires por ter mudado a imagem do teu post. Não gostava muito da outra nem se entendia bem que era o mapa da baixa pombalina feito pelos arquitectos do Marquês de Pombal. Assim, optei por este que, espero, gostes mais. Em relação ao terramoto, apenas quero enaltecer o teu sentido de oportunidade ao falar de um triste acontecimento que se deu há exactamente 250 anos e que toda a Europa relembra, até por causa de um texto muito conhecido que o filósofo Voltaire escreveu na altura e que vais estudar para o próximo ano. Enfim...dá-me ideia que aqui em Portugal pouco se tem falado dessa efeméride. Nada a que não estejamos já habituados. Parabéns, portanto, por não teres deixado esquecer o 1 de Novembro de 1755!Prof. Luís Catarino
</a>
(mailto:skamiaken@sapo.pt)

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