Terça-feira, 14 de Junho de 2005

ÁLVARO CUNHAL, por Jorge Silva

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Nasceu em Coimbra em 1913. Iniciou a sua actividade revolucionária quando estudante na Faculdade de Direito de Lisboa. Participou no movimento associativo e foi eleito em 1934 como o representante dos estudantes no Senado Universitário. Foi militante da Federação da Juventude Comunista Portuguesa (FJCP), sendo eleito seu secretário-geral em 1935, ano em que passou à clandestinidade e participou, em Moscovo, no VI Congresso Internacional Juvenil Comunista. Membro do Partido Comunista Português (PCP) desde 1931.Preso em 1937 e 1940 e submetido a torturas, voltou imediatamente à luta logo que libertado depois de alguns meses de prisão. Participou na reorganização do PCP, em 1940/1941. Vivendo de novo na clandestinidade, foi membro do Secretariado de 1942 a 1949.Preso de novo nesse ano, fez no tribunal fascista uma severa acusação à ditadura fascista e a defesa da política do Partido. Condenado, veio a permanecer 11 anos seguidos nas cadeias fascistas, quase 8 anos dos quais em completo isolamento. Em 3 de Janeiro de 1960 evadiu-se da prisão-fortaleza de Peniche junto com um grupo de destacados militantes comunistas. De novo chamado ao Secretariado do CC, foi eleito secretário-geral do PCP, em 1961.Desde então, participou em inúmeros congressos e encontros com partidos comunistas e outras forças revolucionárias e em conferências internacionais. Depois do derrubamento da ditadura fascista em 25 de Abril de 1974, foi Ministro sem Pasta do 1.º, 2.º, 3.º e 4.º Governos Provisórios e eleito deputado à Assembleia Constituinte em 1975 e à Assembleia da República em 1975, 1979, 1980, 1983, 1985 e 1987. Foi membro do Conselho de Estado de 1982 a 1992.Na aplicação das decisões do XIV Congresso do PCP (1992) relativas à renovação e à nova estrutura de direcção, deixou de ser secretário-geral do PCP e foi eleito pelo Comité Central Presidente do Conselho Nacional do Partido.Em Dezembro de 1996 (no XV Congresso do PCP), extinto o Conselho Nacional do PCP e o cargo de seu Presidente, foi reeleito membro do Comité Central. Da vasta bibliografia deste autor, destacamos: «Rumo à Vitória» «A Revolução Portuguesa - o passado e o futuro» «O Partido com Paredes de Vidro» «Desenhos da Prisão» I e II Com o pseudónimo de Manuel Tiago: «Até Amanhã, Camaradas» «Cinco Dias, Cinco Noites» «A Estrela de Seis Pontas» «A Casa de Eulália»•
publicado por António Luís Catarino às 01:23
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1 comentário:
De Anónimo a 14 de Junho de 2005 às 01:26
Jorge: muito bom e também muito oportuno este teu artigo. Serve, entre muitas outras coisas, para demonstrar que a nossa juventude também se interessa pelas figuras históricas mais marcantes na nossa política e que ela se faz com desprendimento pessoal e coerência. A política também pode ser assim. Parabéns.Prof. Luís Catarino
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(mailto:skamiaken@sapo.pt)

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