Terça-feira, 31 de Maio de 2005

O TERRAMOTO DE 1755, por Isabel Azevedo

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A RECONSTRUÇAO DE LISBOA
– a Baixa Pombalina –

No dia 1 de Novembro de 1755, dia de Todos os Santos, todas as igrejas de Lisboa estavam repletas de homens e mulheres que assistiam à missa, enquanto a familia real tinha partido para a sua Quinta de Belém. Como era dia de guarda (como se chamava aos feriados religiosos), havia muitas velas acesas nas casas e nos altares das igrejas. Além disso, o dia estava muito frio, o que fez com que as pessoas tivessem deixado as lareiras acesas em casa.
De manhã, pelas 9h30min., Lisboa encontrou-se em pleno pânico, porque um violento terramoto abalara a cidade. No solo abriram-se fendas, caíndo casas que mataram e feriram mulheres e homens que não conseguiram escapar. Dentro das igrejas quase todos morreram e lá ficaram soterrados.
No centro da cidade, que era a parte mais povoada, começaram a aparecer chamas por todo o lado, alastrando para outras zonas de Lisboa. Nas noites de 1 e 2 de Novembro, não cessaram os abalos. Os prejuizos foram calculados em muitas centenas de milhões de cruzados.
Os ladrões aproveitaram o pânico das pessoas para roubarem tudo o que encontravam de valioso, mas a 4 de Novembro foi decretado que todos os indivíduos que fossem apanhados a roubar seriam logo condenados à morte e executados no mesmo dia por mouros das galés, nas forcas. Também as águas do rio Tejo avançaram para a cidade e com isso sucedeu um maremoto que invadiu a cidade de ondas gigantescas fazendo com que os barcos que estavam no rio começassem a rodopiar e a afundar-se a pique. Muitos edificios públicos, como por exemplo a Casa da India, ficaram em ruínas. O terramoto demorou cerca de 7min.e morreram mais de 10 000 pessoas. Depois do terramoto ter passado, uma imensa e espessa nuvem de pó levantou--se do solo e cobriu as ruínas, arrastada pelo vento de nordeste. Milhares de pessoas procuraram desesperadamente um meio para se salvarem dos desmoronamentos, fugindo, com o que podiam transportar dos seus haveres, para o Terreiro do Paço.
O primeiro ministro, Marquês de Pombal, teve que tomar várias medidas. Mandou:
- Enterrar os mortos e socorrer os feridos;
- Policiar as ruas e os edificios mais importantes para evitar os roubos;
- Desenvolver um plano de reconstruçao, orientado pelo arquitecto Eugénio dos Santos e o engenheiro Manuel da Maia.
A partir deste plano nasceu uma nova Lisboa chamada: a Lisboa Pombalina.
As ruas tomaram os nomes de acordo com o comércio que por elas era distribuído. As novas ruas da Baixa lisboeta passaram a ser perpendiculares umas às outras, muito largas com traçados geométricos e tinham passeios calcetados. As casas eram todas da mesma altura. Elaborou-se uma rede geral de esgotos.
No local do antigo Terreiro do Paço construiu-se a Praça do Comércio em homenagem aos comerciantes, que investiram dinheiro para ajudarem na reconstrução de Lisboa.

BIBLIOGRAFIA:
• História Elementar e Cronológica de Portugal.
• História e Geografia de Portugal, 2º volume - 5ºano.
• História e Geografia de Portugal, 1º volume - 6ºano.
• Internet
publicado por António Luís Catarino às 20:37
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Sexta-feira, 27 de Maio de 2005

INIMIGO PÚBLICO - «Uma opinião de José Castelo-Branco», por José Francisco Sousa, Carlos Maia Neto e Jorge Silva.

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Na minha opinião, o desporto devia actualizar-se. Já não somos aqueles pindéricos do séc. XIX que se sujavam todos durante os jogos( campos de lama, enfim).
Com as condições que temos penso que deveria acontecer uma glamourização do desporto português.
Ou seja, os desportistas em vez de serem aqueles trogloditas que correm dum lado para o outro (pindéricos), deveriam antes dos jogos terem um tratamento de maquilhagem e depilação.
Deixem-me só dar-vos um exemplo: o que é que vocês achariam melhor: um troglodita peludo ou um metrossexual depilado.
Eu escolheria a opção B. Vejam as vantagens: damos um ar desenvolvido ao país e pareceríamos uma Paris ou Copenhaga do mundo do desporto.
Não vejo qualquer desvantagem.
Outra coisa. Porque não substituir patrocinadores como Vodafone ou PT por Nívea ou Gillette Vénus. Aí teríamos a transformação completa.
Enfim esta é a minha opinião do mundo desportivo, que está muito pindérico mas poderia estar charmoso.

PS: Após a conversa: “ Parem quietos seus pindéricos! Não me assaltem, ou a vossa mãe não vos deu educação!” Segundos mais tarde: “ Sooocooorrro!!!”
publicado por António Luís Catarino às 15:44
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INIMIGO PÚBLICO - Em vez do Big Crunch virá o Big Mac, por José Francisco Sousa

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Não! Não há erro nenhum! Parece que, segundo alguns cientistas e obesos mórbidos, em vez do Big Crunch virá o Big Mac.
Esta teoria consiste não só em teorias matemáticas, mas também em fast food e previsões de Maya e Professor Aklabanza.
Comecemos pelos especialistas na previsão do futuro.Ambos os videntes acham que “ o futuro será enevoado e as nuvens e constelações formaram imagens de hambúrgueres e da sigla QDC (Quinta das Celebridades). Além do mais, ambos prevêem vitórias do Boavista na Taça de Portugal e do União de Vinhais e Tomar na 3ª Divisão Regional.
Em relação ao Mac Donald´s, o ponto mais importante situa-se no Big Mac que, cientificamente, não só significa uma bomba calórica como também a ensandwichação dos planetas e estrelas.
Por fim, avisamos que tenham muito cuidado nas idas ao MacDonald’s, ao planetário, e aos jogos do Boavista e do União de Vinhais e Tomar, pois poderá acontecer algo muito estranho.
Notícia de última hora: fãs do Star Trek manifestam-se em frente da sede do Mac Donald’s e da Nasa.
publicado por António Luís Catarino às 15:40
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Quarta-feira, 25 de Maio de 2005

RECOMENDAÇÃO FIM-DE-SEMANA - 75ª FEIRA DO LIVRO DO PORTO

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Caros amigos: não podia deixar de ser. Fins-de-semana com cinema, desporto, música, museus, dança e exposições haverá muitos. Feiras do Livro, aqui no Porto, só há uma por ano e calha a abertura logo neste dia. De hoje, 25 de Maio, até 12 de Junho, teremos livros a preços convidativos e que já é difícil encontrar nas livrarias. Portanto, só temos mesmo é de ir até lá, no Palácio de Cristal!
publicado por António Luís Catarino às 14:19
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BIOGRAFIA DE RONALDINHO GAÚCHO, de Sérgio Silva

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Ronaldinho Gaúcho, nasceu no dia 21 de Março de 1980, em Porto Alegre (Brasil), é o ultimo embaixador do “jogo bonito”. Campeão do mundo com a selecção brasileira e imagem da Nike.
Podemos dizer que ao Ronaldinho, o futebol lhe corre pelas veias. Seu pai, João, era um apaixonado pelo futebol e chegou a profissional. Ronaldinho tem um irmão chamado Roberto que triunfou como futebolista profissional tal como o pai. Roberto, chegou a ser o ídolo de Ronaldinho.
Quando Ronaldinho tinha oito anos, aconteceu uma tragédia na família, morreu o seu pai, afogado numa piscina. Ronaldinho teve a ajuda dos seus irmãos, da mãe e do futebol para superar essa fatalidade. Ronaldinho jogava futebol disposto a demonstrar que o seu pai tinha razão quando lhe dizia orgulhoso: “Tu serás o melhor”.
Jogava nas equipas inferiores de futebol salão quando melhorou a sua técnica e, aos 17 anos já jogava junto dos seniores. Nessa altura, seu irmão, Roberto, “encostou as botas” e converteu-se na “sombra” de Ronaldinho, aconselhando-o, ajudando-o, fazendo de seu “manager” e de pai. E Ronaldinho cresceu com uma grande ajuda de seu irmão. Nesse ano, com o Brasil, Ronaldinho ganhou o Mundial de sub-17 sendo o melhor jogador do torneio. De volta ao Brasil, o PSV Eindhoven e o Paris Saint Germain tentaram levá-lo e, depois de um grande negócio, os franceses do Paris Saint Germain conseguiram-no. Era o ano 2000, logo depois de se ter proclamado campeão da Copa América 1999 com o Brasil. O seu golo contra a Venezuela passou a fazer parte da história, uma obra de arte e, nessa altura até foi comparado com “O Rei Pele”.
No PSG, Ronaldinho, foi sempre respeitado e apoiado pela sua família.
Jogou pelo Brasil o Mundial da Coreia/Japão de 2002 e, a sua técnica e velocidade cruzaram todas as fronteiras. Brasil foi penta-campeão Mundial e Ronaldinho deixou para a história outro excelente golo contra a Inglaterra.
Mas de volta à Europa, as suas relações com o treinador do PSG, Luís Férnandez, estavam a piorar até que, no Verão de 2003, Ronaldinho foi posto no mercado e três clubes “grandes” entraram no negócio: Manchester, Barcelona e Real Madrid. No final quem o conseguiu foi o Barcelona. Ronaldinho convertia-se assim num avançado imprevisível que inventa, passa e goleia.
publicado por António Luís Catarino às 00:26
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Terça-feira, 24 de Maio de 2005

O PANTERA NEGRA, de Jorge Silva

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"A Vida do Pantera Negra"
-- Eusébio da Silva Ferreira, quarto filho de Elisa Anissabeni, que havia de ter relevante influência na sua ida para o S.L.Benfica, nasceu numa modesta casa da MAFALA (Maputo) Moçambique, em 25.01.1943. A infância de Eusébio esteve sempre ligada a uma bola, nem ele se lembra de qualquer outro tipo de brincadeira. As bolas eram feitas de trapos e jogavam sob os coqueiros desafios intermináveis. Por causa dessa mania de perseguir e chutar a bola de trapos, descuidava os deveres escolares e como tal sua mãe D.Elisa não gostava disso; Eusébio tinha de estudar ou não singraria na vida (dizia sua Mãe) ralhava constantemente mas por vezes era inútil e como tal sucedia as sovas de disciplina.
°°O Primeiro Clube "Os Brasileiros"
-- O destino de Eusébio era o futebol. O seu primeiro clube dava pelo nome de Futebol Clube "Os Brasileiros", este clube nasceu pela admiração que os miúdos de Moçambique tinham pela Selecção Brasileira e os seus craques: Pelé; Didi; Garrincha....estes miúdos chegavam a adoptar as alcunhas dos seus craques preferidos. Eusébio era conhecido pelo Pelé e mais tarde viria a merecer este nome.
-- Eusébio tinha um Clube por quem desejava jogar e que admirava (O Desportivo) nunca conseguiu ingressar no mesmo sendo quase obrigado a ingressar no Sporting de Lourenço Marques, pois o que ele mais queria era jogar Futebol...... (disse ele amargurado, por não o quererem no Desportivo).

" O Ingresso no S.L.Benfica"
--Eusébio ingressou no Benfica em finais de 1960, depois de uma guerra intensa com o Sporting que também o pretendia.No entanto o Clube da luz ganharia a batalha graças a D.Elisa e à sua palavra de Honra que antes tinha recebido dos dirigentes benfiquistas 110 contos. Eusébio manteve-se no Benfica como jogador até 1975 e chegou a receber convites de diversos clubes Italianos. A Juventus em 1964 chegou a oferecer 16 mil contos só pela assinatura do contrato. Após o Campeonato do Mundo de 1966 o Inter de Milão oferecia 90 mil Contos só que infelizmente para o jogador a F. Italiana proibia a contratação de jogadores estrangeiros.
** Em 1964 a quando do convite da Juventus o Presidente do conselho de Ministros de Portugal (António Salazar) decretou Eusébio como Instituição Nacional, mandou-o para a tropa e tinha apenas autorização para sair do Império Português para compromissos de futebol.
** Com tudo isto quem beneficiou foi o sempre Glorioso Benfica e a nossa Selecção Nacional;apesar do Jogador ter sido aumentado no seu contrato com o S.L.Benfica.

" O Rei e o seu Palmarés "
--Marcou em jogos oficiais 733 GOLOS
--Campeão Europeu pelo S.L.Benfica em 1962 / -- 11 Campeonatos Nacionais pelo S.L.Benfica / -- 4 Taças de Portugal pelo S.L.B.
--2 Botas de Ouro e 7 Bolas de Prata.
-- 64 vezes Internacional e 16 vezes capitão da Selecção Nacional.
-- 3. Classificado no Campeonato do Mundo em Inglaterra 1966.
-- Melhor Goleador no Mundial 1966 com 9 golos num total de 16 com as fases preliminares.
--Muito haveria para contar sobre o "Rei", o jogador Português mais conhecido no Mundo inteiro e que ainda hoje é um cartão de visita para nós portugueses. O Pantera Negra é ainda e sempre o grande estandarte do Futebol Nacional o Embaixador do Futebol tanto no S.L.Benfica como na Selecção Nacional.
publicado por António Luís Catarino às 16:59
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Domingo, 22 de Maio de 2005

OS HUNOS, por Sérgio Silva, José Neto, Gonçalo Melo, João Ventura e Sérgio Campos

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Os hunos eram um povo bárbaro mais violento e ávido por guerras e pilhagens. Eram nómadas, não tinham habitação fixa, viviam a percorrer campos e florestas e eram excelentes criadores de cavalos. Como não construíam casas, viviam nas suas carroças e também em barracas que armavam nos caminhos que percorriam. A principal fonte de renda dos hunos era a prática do saque aos povos dominados. Quando chegavam a uma região, espalhavam o medo, pois eram extremamente violentos e cruéis com os inimigos. O principal líder deste povo foi Átila, o líder huno responsável por diversas conquistas em guerras e batalhas.
Desde de que os primeiros cavalos bastante fortes para serem montados foram criados, a história da Ásia e da Europa foi interrompida, periodicamente, por conquistadores bárbaros, cavalgando pela planície e criando impérios. A vida na Estepe da Ásia Central era extremamente dura; homens e mulheres dependiam dos seus rebanhos e do comércio com as nações civilizadas à sua volta; as temperaturas no Inverno desciam a -40 ºC, e a água era um recurso precioso. Simplesmente sobreviver nesse ambiente era um grande feito. Dois dos maiores conquistadores bárbaros eram portadores de deficiências. O primeiro deles, Átila o Huno, que era anão, foi considerado um dos responsáveis pela queda do Império Romano. As tribos germânicas que conquistaram grandes porções do Império estavam na verdade fugindo de Átila, conhecido como o Flagelo de Deus. Muito pouco se sabe da vida de Átila antes dele, por volta de 433 e com mais ou menos 25 anos, subir ao trono de rei dos Hunos, juntamente com seu irmão Bleda, a quem assassinou em 445. Segundo a lenda, Átila teria morto o seu primeiro inimigo aos seis anos de idade e carregava a espada do deus da guerra. Tinha, segundo os cronistas, 1,20 metro e altura. Em 447, Átila invadiu o Império Romano, derrotando todos os exércitos romanos e só deixando de conquistar Constantinopla graças às muralhas da cidade.
O imperador passa a pagar um imposto de 900 quilos de ouro anual aos hunos. Em 450, o novo imperador recusa-se a pagar o tributo. Ao invés de invadir o Império do Oriente, Átila invade o lado ocidental do Império; não apenas era este mais fraco, mas ele tinha uma desculpa: a irmã do imperador, Honória, havia sido aprisionada, suspeita de traição. Da prisão, ela enviou o seu anel a Átila, pedindo-lhe que servisse de campeão. Átila declarou que considerava o gesto uma oferta de casamento e pediu metade do Império como dote. Em 451, junto com Gaiserico, rei dos vândalos, invade o império com um exército com, segundo os cronistas da época, 600.000 homens. (O número real provável, segundo historiadores modernos, estava mais próximo de 150.000, ainda enorme para os padrões do século V.). Na batalha de Châlons, Átila é derrotado pelo general romano Aécio, mas este não tem tropas que bastassem para impedir que o exército huno atravesse o Danúbio de volta, mais ou menos intacto. No ano seguinte, Átila invadiu novamente o Império, sem que desta vez nenhum exército se opusesse a ele. Às portas de Roma, volta, sem que até hoje se saiba exatamente por quê. Dois anos depois, Átila morreu de um derrame. Quando a notícia chegou a Roma e Constantinopla, missas foram rezadas em todas as Igrejas agradecendo a Deus. Novecentos anos depois, as armas de fogo assinalavam o começo do fim dos cavaleiros nómadas. Com elas, a civilização finalmente dominaria todos os povos da Estepe.
publicado por António Luís Catarino às 17:13
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ENTREVISTA - ANA LUISA AMARAL, poeta portuense. Por Teresa Beires.

ana_luisa_amaral.jpg

1-Desde de que idade começou a escrever?
O meu primeiro poema escrevi-o quando tinha apenas 6 anos.

2-Lia muito em pequena?Que tipo de livros?
Sim, especialmente de aventuras. Gostava muito do Zorro.Também lia muitos contos de fadas.

2-Onde se inspira quando escreve as suas obras?
Qualquer coisa. A minha filha, as pessoas à minha volta, um sentimento ou até um acontecimento marcante, por exemplo na obra “Gaspar o Dedo Diferente” inspirei-me num corte que fiz na mão.

4-Além da sua obra poética, em 1998 editou um livro infantil “Gaspar, o Dedo Diferente e outras histórias”. Qual a razão que a levou a escrever um livro para crianças?
Primeiro começei por escrever os contos para a minha filha, que nessa altura tinha 8 anos.Depois, é que pensei em editá-los.

5-Já escreveu algum livro de poesia para crianças?
Já. A Aranha Leopoldina, foi uma experiência nova e divertida.

6-Quer dizer um ou mais versos que saiba de cor e que goste especialmente?
Sim, um dos versos do meu novo livro que vou editar em breve “Poema á palavra”-
(..)Eu: queimando por versos um segundo, tu, por um som ardendo eternidade…)

7-Qual o poeta que mais a marcou?
Fernando Pessoa.

8-Quer deixar algum conselho aos jovens que não gostam de ler e muito menos de poesia?
Sim, um livro é como um amigo, às vezes quando os amigos não estão por perto podemos sempre contar com o livro, além disso é muito importante ler em voz alta para nos deixarmos embalar pelas palavras.

Um Poema de Ana Luisa Amaral:

Músicas

Desculpo-me dos outros com o sono da minha filha.
E deito-me a seu lado,
a cabeça em partilha de almofada.

Os sons dos outros lá fora em sinfonia
são violinos agudos bem tocados.
Eu é que me desfaço dos sons deles
e me trabalho noutros sons.

Bartók em relação ao resto.

A minha filha adormecida.
Subitamente sonho-a não em desencontro como eu
das coisas e dos sons, orgulhoso
e dorido Bartók.

Mas nunca como eles
bem tocada
por violinos certos.

Ana Luísa Amaral
«Minha Senhora de Quê»
publicado por António Luís Catarino às 16:48
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FONTES PEREIRA DE MELO, por Inês e Sofia Carviçais.

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A 8 de Setembro de 1819 nasce António Maria Fontes Pereira de Melo.

Filho de João Fontes Pereira de Melo e de D. Jacinta Venância Rosa da Cunha Matos. Entrou aos 13 anos para a Academia dos Guardas-Marinhas, tendo obtido todos os prémios possíveis. Tendo acabado de forma brilhante o seu curso na Academia quis estudar mais e formou-se em engenharia também com muito bons resultados.

Em 1839 seu pai foi nomeado governador de Cabo Verde e Fontes Pereira de Melo vai com ele como seu ajudante. Tendo visitado todas as ilhas, tenta mostrar ao pai a importância do desenvolvimento da província.

Aí apaixona-se por D. Maria Josefa de Sousa, filha de um comerciante cabo-verdiano, com quem casa antes de regressar a Portugal.

Pouco tempo depois de chegar a Lisboa morre sua mulher e mais tarde sua filha. Com tanto desgosto fecha-se em casa e só a guerra o faz voltar à política.

Ao longo da sua vida teve vários cargos (Fidalgo da Casa Real, do conselho de Sua Majestade e do conselho de Estado, deputado, chefe do Partido Regenerador, ministro e secretário de Estado em diversas épocas) que o tornaram um dos maiores políticos do seu tempo.

Convidado pelo duque de Saldanha para ministro da fazenda, Fontes Pereira de Melo consegue em pouco tempo, com as medias que tomou, tirar Portugal da pobreza. Ao mesmo tempo criou o Instituto Industrial e o Instituto Agrícola.

Ao criar o ministério das Obras Públicas Fontes Pereira de Melo inicia o desenvolvimento de Portugal. Mandou construir 460 quilómetros de estrada e fizera ainda 17 pontes, arranjou um subsidio para a navegação em barcos a vapor no rio Tejo e no Sado conseguiu também introduzir a telegrafia eléctrica.

Para poder fazer todas estas coisas era preciso pedir empréstimos aos países vizinhos, o problema e que Portugal se atrasava nos pagamentos, o que tornava mal visto na sociedade.

Era preciso mais dinheiro para fazer os caminhos de ferro mas como o iriam arranjar? Foi então que Fontes Pereira de Melo partiu para Londres na tentativa de mais um empréstimo, mas tinha uma simpatia tal, e era tão bem visto na sociedade que conseguiu convencer, que lhe fizessem um novo empréstimo de uma grande quantia (aproximadamente13.500.000contos).

Nos anos que se seguiram foi convidado, várias vezes, a formar governo.

Fontes Pereira de Melo morre, de doença rápida, a 22 de Janeiro de 1887.
publicado por António Luís Catarino às 16:37
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D. JOÃO I, por Carlos Maia Neto.

joao1.jpg

Monarca português, filho bastardo de D. Pedro I e de Teresa Lourenço,
dama galega, nasceu em 1357, em Lisboa, onde faleceu em 1433. Décimo rei de
Portugal (1385-1433), foi o fundador da dinastia de Avis ou Joanina, sendo
conhecido pelo cognome "de Boa Memória".
Educado por um mestre da Ordem de Cristo, foi nomeado, com apenas seis
anos, Mestre da Ordem de Avis por D. Pedro I e armado cavaleiro. Durante o
reinado de D. Fernando, seu meio-irmão, começa a desempenhar papéis de certo
relevo, como o da negociação do casamento de D. Beatriz com o rei de
Castela. A rainha D. Leonor Teles vê no Mestre de Avis um obstáculo e um
adversário na sua influência sobre D. Fernando, sendo D. João considerado o
chefe dos que se opõem à acção de Leonor Teles e do Conde Andeiro. Após a
morte de D. Fernando, em 1383, entra-se num período de agitação e de crise
na sucessão da Coroa, dado não haver herdeiro varão e D. Beatriz estar
casada com o rei de Castela. Estava ainda em causa a independência nacional.
Formam-se dois partidos, um a favor e outro contra D. Beatriz como
rainha de Portugal, e D. João aceita a chefia do movimento popular que luta
contra a hipótese de Portugal vir a ter um rei estrangeiro. Este movimento
tem o apoio da burguesia. Assim, participa no assassínio do Conde Andeiro e
é proclamado "regedor e defensor do Reino". Prevendo a invasão do país por
Castela, que queria impor os direitos de D. Beatriz, começa a preparar a
defesa, onde se vai destacar Nuno Álvares Pereira. Segue-se um período de
lutas em que se salienta a Batalha de Atoleiros e o Cerco de Lisboa, por
terra e mar, em 1384, durante vários meses. Em Abril de 1385 reúnem-se as
Cortes em Coimbra, onde, pela acção e grande poder oratório do Dr. João das
Regras, D. João é eleito rei. A luta contra Castela e seus partidários vai
continuar, e, em 14 de Agosto de 1385, obtém-se uma grandiosa vitória na
Batalha de Aljubarrota, a que se segue a vitória em Valverde. Pela
vitória em Aljubarrota e em cumprimento de uma promessa, D. João I manda
construir o Mosteiro da Batalha, um belo exemplar da arte gótica. A luta com
Castela e seus partidários vai continuar, mas mais esporadicamente, até que
em 1411 se estabelece em definitivo a paz. Entretanto, em 1387, D. João I
casa com D. Filipa de Lencastre, na sequência do Tratado de Windsor,
celebrado com a Inglaterra. Desta união nascerá a "Ínclita Geração" - D.
Duarte, Infante D. Pedro, Infante D. Henrique, D. Isabel e Infante D.
Fernando, o Infante Santo.
D. João I, que subiu ao trono com o grande apoio que teve das massas
populares e da burguesia, quando as lutas com Castela estabilizaram, começou
uma política centralizadora do poder, reduzindo a influência do clero e da
nobreza, apropriando-se dos bens dos que eram apoiantes de Castela,
espaçando a reunião das Cortes, e procurando reaver algumas das terras
doadas.
É no reinado de D. João I que têm início as conquistas no Norte de
África e que começa a gesta dos Descobrimentos, pela acção do Infante D.
Henrique. Assim, em 1415 dá-se a expedição a Ceuta, que é conquistada
em 21 de Agosto. Após a sua conquista são armados cavaleiros, na mesquita
daquela praça-forte, os príncipes D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique.
Entretanto, na véspera da partida de Lisboa, falecera a rainha D. Filipa de
Lencastre.
Após o regresso de Ceuta, o infante D. Henrique vai dar início à
epopeia dos Descobrimentos. No reinado de D. João I são descobertas as ilhas
de Porto Santo (1418), da Madeira (1419) e dos Açores (1427), além de se
fazerem expedições às Canárias. Tem início, igualmente, a colonização dos
Açores e da Madeira.
D. João I era um rei culto, dada a sua formação na Ordem de Avis, e,
por isso, mandou redigir a Crónica Breve do Arquivo Nacional, mandou
traduzir o Novo Testamento e vidas de santos, e escreveu o Livro da
Montaria.
Em 1412 associou ao governo do reino o seu filho D. Duarte, que lhe
sucederia. D. João I faleceu em 1433 e encontra-se sepultado no Mosteiro
da Batalha.
publicado por António Luís Catarino às 16:32
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