Segunda-feira, 2 de Maio de 2005

A ÁUSTRIA, de Diogo Aguiar Branco

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A Áustria está situada na Europa Central. Geograficamente o seu território engloba os Alpes Orientais (que cobrem dois terços da superfície) e a região do Danúbio. Tem uma superfície de 83.858 km2 e tem fronteiras com a Alemanha, República Checa, Eslováquia, Hungria, Eslovénia, Itália, Suiça e Liechtenstein.

O país combina várias paisagens que incluem as montanhas dos Alpes e as planícies com algumas colinas. Na base dos Alpes, na bacia de Viena e na planície Panoniana ficam as principais áreas de actividades económicas. O pico mais elevado da Áustria é o Grossglockner com 3.797 m e o seu rio mais longo é o Danúbio que percorre 350 km na Áustria.

A Áustria é uma república federal que inclui os seguintes estados: Burgenland, Carinthia, Baixa Áustria, Salzburg, Styria, Tyrol, Alta Austria, Viena e Vorarlberg. A população total é 8,1 milhões de habitantes e a língua oficial é o alemão. 78% dos austríacos são católicos e 5% protestantes.

A História

A Áustria, originalmente Ostarrichi, completou seu primeiro milénio em 1996. Mas a sua história começou muito antes, entre 80 mil e 10 mil a.C. Nessa época, começaram a chegar os primeiros povos à região banhada pelo Rio Danúbio. Mais tarde fez parte do Império Romano.

Com a partida dos romanos, monges irlandeses e escoceses iniciaram um processo de cristianização nas montanhas. Em 976 a dinastia bávara de Babenbergs ficou com a administração da Áustria e em 1156 a Áustria foi declarada um Ducado com privilégios importantes aos seus soberanos. Em 1282 os Habsburgs tomaram posse do Ducado da Áustria tendo adquirido outros ducados da região. Finalmente em 1437, o Duque Albrecht V casou-se com a filha do Imperador Sigismund tornando-se no primeiro imperador Habsburg.

A partir do século XV, os Habsburg tornam-se monarcas do Sacro Império Romano-Germânico, tendo a Áustria como centro. Nesta fase conseguiram dominar a Borgonha e os Países Baixos através de casamentos e aquisições e finalmente o trono espanhol. Em 1522 a dinastia tomou um rumo espanhol e outro austríaco tendo então o trono austríaco anexado a Boémia e a Hungria. Nos séculos XVI e XVII a história pautou-se por confrontos com o Império Otomano que por duas vezes cercou Viena. No entanto a Áustria conseguiu reverter a expansão dos Otomanos e através de aquisições de novos territórios tornou-se uma potência dominante na Europa do século XVII. Na segunda metade deste século XVIII a Imperatriz Maria Theresa e o seu filho Joseph II implementaram vastas reformas para um estado moderno. Mas as guerras com a França revolucionária, entre 1791 e 1814, implicam perda de territórios e selam o fim do Sacro Império Romano-Germânico em 1806, dissolvido por Franz II. No entanto o monarca manteve a coroa da Áustria que ao lado da Prússia tornou-se na maior potência da Confederação Germânica.

O assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco, em 28 de Junho de 1914, por um estudante sérvio, leva as autoridades imperiais a declarar guerra contra a Sérvia, iniciando a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). A derrota em 1918 leva à dissolução do vasto império dos Habsburgo e à proclamação da República. O tratado de paz assinado em 1919 impõe a cedência de territórios para a Itália, o reconhecimento da independência da Hungria, Checoslováquia, Polónia e Jugoslávia, além de proibir a união da Áustria com a Alemanha.

Em 1938, o ditador alemão Adolf Hitler (nascido na Áustria) promove a anexação do país à Alemanha, decisão que é aprovada pelos austríacos em plebiscito. Depois de libertado pelos aliados, em 1945, o país é dividido em 4 zonas de ocupação: norte-americana, britânica, francesa e soviética. As forças de ocupação retiraram-se dez anos depois e reconhecem a soberania da Áustria, que se torna um Estado neutro. Nos anos seguintes, a Áustria experimenta um período de grande crescimento económico.

O plebiscito realizado em 12 de junho de 1994, a prova, por maioria de dois terços, a entrada do país na União Europeia (UE), o que acontece oficialmente em Janeiro de 95
publicado por António Luís Catarino às 19:12
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1 comentário:
De Anónimo a 6 de Maio de 2005 às 19:15
Caro Diogo: parabéns pelo artigo sobre a Áustria, um país como, pessoalmente, gosto que sejam os países. Calmos, virados para o ambiente e para a Natureza, com uma capital cultural como só Viena sabe ser e com índices de desenvolvimento muito bons. Continua a mandar os teus trabalhos que cá te esperamos.Prof. Luís Catarino
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